terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É assim!

"Preciso escrever, porque só isso me liberta." Essa é a minha frase, a que eu sempre digo quando estou envolta em pensamentos que querem furtar a minha paz!

Não sei como começar, sei que tenho de escrever. Sobre a vida, sobre qualquer coisa...
- Sei lá!

Hoje eu estou assim
Mais do que ontem
Menos que amanhã.

Hoje eu fico assim
Rodo na canoa do sem-fim
Roda, no estômago, uma maçã.

Eu não sei o que é,
Só sei que me incomoda
Eu queria mesmo é um pé
De amor que não precise de tanta poda!


Bem que vovó dizia... Para crescer, tem que podar a roseira! E cresce, cresce... Dentro de mim... Assim... Sem que eu queira!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Feliz Amor!

Outro dia, ao estudar para uma prova de Teoria da Literatura, deparei-me com um poema de Carlos Drummond de Andrade... "Entre o ser e as coisas": eis o título do texto. Logo na primeira estrofe, tropecei em meus pensamentos, que não me permitiram a continuação da leitura.

"Onda e amor, onde amor, ando indagando
Ao largo vento e à rocha imperativa,
E a tudo me arremesso, nesse quando
Amanhece frescor de coisa viva."

Onde? Onde? O amor, por vezes, parece-nos tão utópico, tão... Sublime demais para se concretizar em nossa humilde existência mundana!

Não, Rô, não seja assim tão radical, o amor é mesmo um sentimento transcendental, mas pode, sim, ser sentimentalmente palpável!

"Onda e amor, onde amor."

Às vezes, o Universo nos presenteia com uma onda de amor, daquelas arrebatadoras, raras e intensas... Só que, como o mar, nossa existência também está em movimento e, então, a onda, após se derramar - irresistível e fortemente - em nossa areia interior... Cede espaço às marés – mais constantes, menos intensas, mas agradáveis. É o ritmo do mar. É o ritmo de amar. Onde o amor? Entre o ser e as coisas. Entre o nosso corpo e as outras materialidades. Num lugar puro está ele. Numa abstração enérgica e imortal que pulsa ao nosso redor... Alma.

Meu mar, hoje, está tranquilo, meu amor vem em marés... A onda gigante, contudo, já me arrebatou e, logo, minha areia psíquica ela inundou! Vestígios dessa onda existem naquele lugar-alma que não podemos ver: conchinhas mágicas e a pérola que brilhou meu ser!

SEJA EM ONDAS OU EM MARÉS, FELIZ AMOR!

sábado, 13 de agosto de 2011

Verbo Abraçar

Além de todo o oceano que voa,
Além dos vulcões que adormecem na proa,
Além das meninas-vulcões que querem coroa,
E dos meninos que formam o mar...

Para lá daquela fronteira invisível,
Numa dimensão outra - aprazível!
Naquela montanha de cujo feitiço é invencível,
Ainda hemos de morar!

Nós, despidos de Terra,
Alcançaremos aquela sensação pré-guerra:
Duas vezes, eu me senti mais fera,
Mais mulher, dentro do verbo abraçar...

- Sejamos duas pessoas num só verbo!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Véspera

Tudo parece tão estranho, nublado... Será que estamos no caminho certo? Não sei, às vezes penso que somos superficiais demais, tolos demais. Eu posso acabar a qualquer hora, e essa ideia causa em mim uma dor irremediável... Vivemos como se já soubéssemos todas as respostas, mas, em verdade, estamos cada vez mais afogados em nossas perguntas. Eu estou presa por fora, sufocada nas avenidas, nos comércios, nas pessoas. Estou presa por dentro, não posso demonstrar o sentimento, sou banida pela circunstância. Não entendo, sou pequena demais, sou pó. É chegada a hora do meu encontro com a Natureza, espero que ela me reverdeça, purifique-me, ajude-me, pois estou por demais reprimida nessa selva de pedras - de corações de pedras.

Que os Anjos consigam demolir muros e construir pontes, descomplicar a vida e amenizar nossos dias. Que, quando eu voltar, a verdade esteja plantada no solo de todos. De todos! Que não tenhamos medo de tentar, que o medo caia e a coragem se levante...


A luz no fim do túnel existe. E um túnel no fim da luz também. Nós escolhemos por qual caminho seguir.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Post de uma garota comum

Se eu uso colorido, sou fã de Restart, se eu uso preto, sou gótica, se estou triste, virei emo, se estou feliz, sou doida. Se como pouco, estou de dieta, se como muito, sou esfomeada. Se dou um fora, sou chata, se aceito, sou fácil. Se estudo, sou CDF e, se não estudo, virei uma à toa... Se eu gosto de ver estrelas, sou romântica, se eu não gosto, sou insensível. Se eu respondo uma pergunta da professora e acerto, gosto de aparecer. Se eu respondo e erro, sou lesada. Se eu não danço numa festa, sou a antissocial, mas, se eu danço, perguntam-me se eu bebi. Se eu gosto de desenho animado, sou infantil, se eu não gosto, sou a sem graça. Se eu sou gordinha, tenho que emagrecer, se sou magra, tenho que ganhar massa. Se eu estou com tudo na medida, ainda assim, tenho que tirar as estrias a laser e dar um jeito de perder as celulites. Se eu não fumo, sou careta. Se eu não me embriago, sou quadrada, mas se eu bebo um gole de vinho, desvirtuei-me. Se eu não gosto de “ficar”, sou a santa, a antiquada, mas, se eu dissesse que gosto, seria a piriguete. Se eu leio muito, sou nerd, se eu não leio, sou a sem cultura. Se choro por amor, sou boba, se não choro, sou fria. Se eu gosto de reggae, sou maconheira, se gosto de rock sou a revoltada. Percebeu? Não temos saída, as pessoas sempre vão nos julgar. Sendo assim, seja quem você quiser. Faça o que você quiser e, ainda que querer não seja poder, queira... Pois todos que, hoje, podem, um dia, quiseram.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Desconhecida

Aquela que, sem conseguir enxergar o real, transforma o ser distante em ser idealizado. Aquela que, por pureza de alma, como alguns dizem, quer ajudar o "inajudável". Aquela que é um mistério para si mesma. Que é um poço de arco-íris, cujas cores fazem-na brilhar e, todavia, embaraçam o seu olhar. Aquela parteira de Universos sublimes e que, há tempo, vê-se incumbida na missão de assassinar o amor. Aquela que, ainda que inconstante, guarda o equilíbrio das forças opostas dentro de si. Não sei quem é ela, o saber é vão, saber é humano demais para sua complexidade mística. Não sei quem ela é, embora possa senti-la... Sentir-me.




Título: Nenhum

Ao que me parece, eu não consigo cumprir o meu objetivo da imparcialidade textual. Por mais que eu tente, escapam-me as palavras, as quais, até então, estavam ocultas em meu cerne. Os textos mais intensos... Eu, apenas, guardo na gaveta intocável de meu ser. E, ainda que neste Blog só tenha vestígios do meu eu-sentimental, as pessoas insistem em julgar... Por conseguinte, passo a entender melhor o porquê de os grandes escritores de antigamente só obterem o reconhecimento de suas obras após a morte. É isso que vai acontecer comigo. E, enquanto não fecho os olhos para não mais abri-los, tentarei semi-apagar o nível de pessoalidade de meus escritos. Falarei sobre pedras e... Os meus verdadeiros legados ficarão, até o meu fim, escondidos... Proibidos.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Limão, coração, amora

Amora, sim senhor! É roxa e tem sabor! Roxo é machucado, coração ralado! Só que, gostinho, ainda tem -   gosto de quem se quer bem! Coração mentiroso e roxo, mas que, ainda, guarda a delícia de ser quem eu sou, guarda o calor interno que o fator externo causou! E o limão é azedo por quê? Porque sua casca é verde: esperança, e a tal não morre nunca! O azedo vem dessa agonia que inunda... Limão em que o verde por fora insiste e o azedo por dentro é triste!

Li (em sua) mão: no coração, amor há. Limão, coração, amora.


Fadassereia

Dores fortes em minha cabeça. O exército diz: Esqueça! E minha guerreira luta tão só! Dores fortes em minha cabeça. "Ainda que eu padeça, amá-lo-ei até ser pó!" Das dores, não falo mais. Alegrai-vos, regiões cerebrais! Esperar não: confiar no amor. Esquecer não: lembrar sem dor. Amor e dor, como sempre, estão a rimar. E o meu remo não para: a guerreira ruma ao mar... Fadassereia serei e sou!